Mostrando postagens com marcador crônica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crônica. Mostrar todas as postagens

Pior invenção humana: Humanidade

  • 2
Por alguma razão ,um belo dia o homem concluiu que conseguir andar sobre duas pernas, esfregar uns gravetinhos pra fazer fogo ou até mesmo  amarrar umas peles de animais ao corpo para se proteger das adversidades do tempo, eram coisas tão  absolutamente fantásticas, que fariam dele uma espécie de deus ,um ser superior, racional, diferente das feras que se governam por seus instintos.
Desse dia em diante a história da “humanidade” tem se resumido numa tentativa diária de esconder seus instintos e reafirmar sua racionalidade .Alguns chegam até mesmo a acreditar que somos frutos de algum tipo de evolução, porque construímos prédios bem altos, computadores, aviões, foguetes e tantas coisas legais. Porém, não consigo entender que tipo de ser racional é capaz de escravizar, explorar ou até mesmo matar seu semelhante.Que tipo de ser racional aceita viver em um mundo onde uns jogam comida fora enquanto outros morrem de fome?
Precisamos rediscutir o que é ser racional.
Acho que seria melhor e menos hipócrita assumirmos nossas fraquezas e nos igualarmos de uma vez aos animais,revelar nossos instintos,ao invés de tentar suprimí-los(como temos tentando fazer,sem sucesso,durante toda a nossa existência).E antes que alguém diga que isso  seria o caos,uma ode à selvageria, vale lembrar que ser instintivo não tem nada a ver com ser cruel.Animais não matam por vaidade ou ganância, se preocupam apenas com a cria,com seu território e com suas próprias vidas.Ainda temos muito o que aprender com eles.

                                                                                                                               Imagem retirada do weheartit
Beijobeijo

Indira Lima

Veja - "A solidão que nos protege"

  • 0
Estava lendo a revista Veja dessa semana e me deparei com uma matéria que tem como título essa frase aí em cima. Sou muito curiosa, apaixonada por psicologia, literatura, sentimentos e tenho um atração especial pelo assunto solidão, por isso, fui correndo conferir do que se tratava.

A matéria inicia falando de um cara chamado John Cacioppo, que é tido como um dos mais influentes psicólogos dos estados Unidos e um dos maiores especialistas em solidão. Sua visão é evolucionista: segundo ele, trata-se de um estado imprescindível à sobrevivência da espécie humana. “A sensação de isolamento tem efeito semelhante ao da dor e ao da fome”, diz o pesquisador, que, em 2004, fundou o Centro de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade de Chicago, o qual dirige. Cacioppo defende a ideia de que não é preciso casar para ser feliz (que diga o solteirão convicto George Clooney, de 50 anos) e que as redes sociais, como o Facebook, criado por Mark Zuckerberg, são boas desde que não substituam as interações na vida real. Cacioppo diz ainda que a solidão tem um forte componente genético. Por esse motivo, algumas pessoas precisam de menos companhia do que outras.

Abaixo segue a reprodução da matéria, que é um pouco extensa, mas vale muito à pena!

 NO DECORRER DA EVOLUÇÃO
Ainda que o isolamento físico contribua para a sensação de solidão, ela é muito mais do que isso. Podemos estar casados, ter uma família numerosa ou estar no meio de uma multidão e, ainda assim, sentirmo-nos sozinhos. A solidão é uma condição psicológica caracterizada por uma profunda sensação de vazio. É um estado adverso que, do ponto de vista evolutivo, nos motiva a mudar – a procurar companhia.
Assim a sensação de isolamento tem efeito semelhante ao da dor e ao da fome. O desconforto que a solidão provoca foi uma das forças que nos impeliram a procurar a vida gregária, a preservar o corpo social – imprescindível para a nossa sobrevivência e prosperidade. Nos primórdios da espécie humana, sobrevivemos apenas porque nos mantivemos em bando, o que garantia a proteção mútua.

O PESO GENÉTICO
A solidão é 50% hereditária e 50% circunstancial. Mas o que é determinado pela genética é quão dolorida pode ser a sensação de isolamento. Num contexto evolutivo, os mais sensíveis ao isolamento são aqueles que não se desgarram facilmente do grupo e fazem tudo para mantê-lo unido. Já os menos sensíveis ao isolamento são os mais atirados, que têm coragem para explorar novos ambientes. Os dois perfis foram – e são – necessários para a preservação da espécie.

"Para manter um bom contato com as
outras pessoas, você precisa se distanciar delas
de vez em quando. As pessoas não trazem
apenas coisas boas; elas têm demandas.
Às vezes você precisa dar um passo
para trás, a fim de reequilibrar-se"

A QUANTIDADE NÃO IMPORTA
A solidão pode acirrar a timidez, mas, se você é introvertido, isso não significa que sejam mais solitário. Nesse caso, a pessoa apenas precisa de menos pessoas para se sentir completa. Um tímido pode ter somente um bom amigo e, ainda assim, ser feliz . Não importa a quantidade de amigos, e sim a qualidade da companhia.
É POSSÍVEL SER FELIZ SOZINHO
Um estudo recente mostra que, se alguém tentar ser feliz sem compromisso nenhum, e empenhar-se a fundo nesse sentido, acabará frustrado porque tenderá a sofrer com sua solidão. Se você decidir tentar ser feliz nos próximos seis meses, provavelmente comprará coisas que sempre quis ter, fará coisas que sempre quis fazer e prestará menos atenção às pessoas à sua volta. Tal comportamento leva a uma deterioração na qualidade das relações. E o que faz uma pessoa feliz são exatamente essas relações. A solidão é a ausência de contatos significativos. Universitários estão rodeados de gente. Quando moram em república, eles convivem com muito mais pessoas do que quando estavam na casa dos pais, mas, em geral, sentem-se muito solitários. Ter amigos que são exploradores é pior do que não ter amigos. Reitero: solidão não é ser solteiro em vez de casado. Existem pessoas que estão casadas e se sentem sós – situação infinitamente pior do que a dos solteiros, que têm mais oportunidade de sair e de se relacionar com os outros. O problema é que, para a maioria, a ideia de felicidade está sempre associada ao casamento, à união amorosa.

UM TEMPO SÓ PARA SI
Para manter um bom contato com as outras pessoas, você precisa se distanciar delas de vez em quando. Do contrário, tudo fica muito cansativo. As pessoas não trazem apenas coisas boas: elas têm demandas. Às vezes você precisa dar um passo para trás, a fim de reequilibrar-se. Para uma mãe, por exemplo, cuidar de sua criança pode ser muito recompensador. Mas, para que ela permaneça amorosa e generosa, necessita ter algumas horas para si mesma e deixar os cuidados do filho sob a responsabilidade de outra pessoa. Ficar sozinho não é o mesmo que ser solitário. Quando eu escrevo, tenho de ficar só. Não consigo escrever no meio da confusão. E, embora eu esteja sozinho, não me sinto solitário. Estou com meus alunos, meus coautores na cabeça...

O PERIGO DO EGOCENTRISMO
A solidão quando ignorada, pode comprometer a capacidade do indivíduo de se relacionar. É com a fome: se não fizermos nada, prejudicaremos seriamente nosso organismo e, no limite, ficaremos impossibilitados de procurar comida. Quando uma pessoa se sene sozinha, ela tende a se preocupar mais consigo mesma, como forma de proteção. Quando, no entanto, o estado de isolamento dura muito tempo, o sujeito fica tão focado em si que compromete sua capacidade de estabelecer contato. Ou seja, mesmo que ele interaja com outras pessoas, sempre pensará mais em si próprio do que nos outros. E esse comportamento acabará por levá-lo ao isolamento. Afinal de contas, quem suporta conviver com uma pessoa excessivamente autocentrada?

SAINDO DO CASULO
Solitários crônicos tendem a retrair-se, mas não sabem por que isso ocorre. Eles não têm noção de que contribuem para o próprio isolamento. Eu costumo sugerir quatro passos bastante simples, expressos na sigla Ease ( em inglês, a palavra “ease” significa tranqulidade, relaxamento). O primeiro é “extend your self (algo como ofereça-se, em inglês). Para que consigam testar outras formas de relacionamento sem sentir-se ameaçados, eles precisam começar a integrar-se num grupo aos poucos. Minha sugestão é fazer um trabalho voluntário. Quando você se dispõe a ajudar as pessoas em vez de se preocupar apenas com você mesmo, percebe que os outros não são tão ameaçadores e que eles apreciam a generosidade alheia. Em seguida, vem o que eu chamo de “action plan” (plano de ação, em inglês). É preciso ter claro o que você pode fazer pelos outros. O terceiro passo é “selection” (seleção, em inglês). Selecionar é ser criterioso e escolher seus amigos com cuidado, baseando-se na similaridade de ideias e aspirações. Um relacionamento satisfatório é aquele em que os envolvidos estão felizes com ele. E isso é mais fácil de acontecer quando todos compartilham os mesmos valores e preferências. O quarto passo é “expect the Best” ( no caso, conte com o melhor; em inglês) Se você tem bons amigos, algumas vezes eles podem chateá-lo. Mas, se essas pessoas realmente são relevantes na sua vida, tente esquecer isso e valorize o que elas têm de melhor. Não supervalorize os momentos ruins nem subvalorize os aspectos bons.

AS REDES
Fizemos recentemente um trabalho sobre o impacto das redes sociais na sensação de solidão. Tudo depende de como você as usa. Se são utilizadas como um substituto para a realidade física, elas incrementam a solidão. Mantenho contato com meus filhos, que agora são adultos, por redes sociais. Uso tais ferramentas para organizar encontros com minha família. Então, elas servem para reforçar minha ligação com eles . E isso acontece não porque eu os encontro por meio das redes sociais, mas porque as redes sociais me ajudam a encontrá-los na vida real.
Bom, gente, como eu já tinha dito, tenho uma queda especial pelo assunto solidão e as pessoas em geral acham isso um absurdo, mas na minha visão, uma pessoa que não é capaz de suportar a própria companhia, não consegue estabelecer relações muito saudáveis. Estar sozinho é diferente de ser sozinho. Estar sozinho é mais do que necessário, é uma condição de sobrevivência. É preciso estar sozinho de vez em quando, dar um tempo, repensar atitudes, sentimentos e buscar uma relação de conforto consigo mesmo. Agora ser sozinho é mais complicado, envolve uma série de aspectos emocionais, sociais e exige um pensamento mais profundo. Ser sozinho, no geral, está ligado à sentir falta de um parceiro, de amigos ou encontrar-se numa situação de isolamento. 
Bom, gente, não vou me estender mais porque quero deixar pra tratar desse assunto detalhadamente em outro post, hoje eu só queria compartilhar com vocês essa matéria super interessante e fazer vocês pensarem: a solidão é necessária, dispensável, útil ou agradável?
 Beijo, 
Lari.

Invenções da ficção que deviam virar realidade : Peixe-babel

  • 0

Segundo O Guia do Mochileiro das Galáxias,


"O peixe-babel é pequeno, amarelo e semelhante a uma sanguessuga, e é provavelmente a criatura mais estranha em todo o Universo. Alimenta-se de energia mental, não daquele que o hospeda, mas das criaturas ao redor dele. Absorve todas as freqüências mentais inconscientes desta energia mental e se alimenta delas, e depois expele na mente de seu hospedeiro uma matriz telepática formada pela combinação das freqüências mentais conscientes com os impulsos nervosos captados dos centros cerebrais responsáveis pela fala do cérebro que os emitiu. Na prática, o efeito disto é o seguinte: se você introduz no ouvido um peixe-babel, você compreende imediatamente tudo o que lhe for dito em qualquer língua. Os padrões sonoros que você ouve decodificam a matriz de energia mental que o seu peixe-babel transmitiu para sua mente".

Daí você lê essa descrição e começa a pensar:Poxa,seria bem legal se isso realmente existisse,né? Todos os homens falariam uma só língua,todo mundo entenderia o que outro quer dizer...

Aí você continua pensando:Bom,se todos os homens conseguirem compreender e ser compreendidos,então não haveriam mais guerras...

Então,você lê um outro trecho do Guia que diz: "Enquanto isso, o pobre peixe-babel,por derrubar os obstáculos à comunicação entre os povos e culturas,foi o maior responsável por guerras sangrentas, em toda a história da criação", e chega à conclusão de que a talvez a língua não seja a maior barreira entre os homens.
Há coisas muito maiores e mais poderosas que precisam ser derrubadas antes.Talvez seja essa a ideia do "Ainda que eu falasse a língua dos homens e a língua dos anjos,sem amor eu nada seria".

De qualquer maneira, o peixe-babel ainda seria uma ótima alternativa pra viagens ao exterior, e iria reduzir drasticamente custos com cursos de línguas,né?

Ps:O Guia do Mochileiro das Galáxias faz parte de uma "trilogia" de 5 livros escritos por Douglas Adams,que é na minha opinião,um dos autores mais geniais que esse planetinha já viu.Com certeza você ainda verão muitos posts sobre esses livros aqui no blog,afinal,eles são meus livros preferidos.

Espero que tenham gostado!

Beijobeijo

Indira Lima

Desabafo:Presente de grego

  • 6


Quantas vezes você já ouviu algo do tipo “os jovens de hoje estão muito acomodados”,ou “os jovens de hoje não estão nem aí  pra política do país” ou “geração miojo” e blábláblá?

Bom,eu já tô de saco cheio dessa conversinha!

Esse negócio de ficar fazendo discurso moralista e comparando os jovens de hoje,com aqueles que lutaram pelo fim da ditatura militar,ou com os caras-pintadas, não tá com nada.
Essa comparação não faz o menor sentido.O momento histórico que vivemos hoje é completamente diferente.O jovem da ditadura militar se via “preso” por todos os cantos,cheio de privações,ele precisava agir contra isso.

É claro que isso não livra a nossa cara.Nós ,jovens brasileiros,ainda nos mantemos muito distantes das questões políticas do país.E não vou agora pendurar a “plaquinha de culpa” em ninguém em especial.Acho que isso acontece devido a soma de muitos fatores: A “estabilidade”(pelo menos aparente)do momento histórico que vivemos, a corrupção, que nos faz ficar desacreditados da política e da justiça nacional, nosso modelo educacional, que ensina que é bom não perder tempo pensando ,se quiser passar no vestibular  e etc,etc.

Só acho que ao invés de ficar reclamando e repetindo o mesmo discurso mequetrefe,essas pessoas deveriam parar de jogar a responsabilidade em uma parcela da população e começar a se mexer.
Nenhuma geração merece herdar o título de “incompetente” ao nascer  só porque uns e outros precisam colocar a culpa do fracasso em alguém!

Pronto.Precisava desabafar.

Beijobeijo

Indira Lima